Aqui há tempos quase vivi uma daquelas situações altamente embaraçosas ao sair do laboratório. Acontece que como já mencionei agora trabalho num laboratório de categoria 4 na classificação SAPO (Specified Animal Pathogens Order). Isto quer dizer que os bicharocos com que trabalho podem causar epidemia séria nas populações animais em caso de saída do laboratório e portanto é necessário que nada saia do laboratório sem que seja devidamente desinfectado: papelada só por fax, plásticos desinfectados com produto apropriado e...pessoas...depois de duche de mínimo 3min incluindo lavar cabeça e todo o corpo com água e sabão/shampo/whatever abundantes.
Ou seja: roupas e quaisquer objectos pessoais ficam no "changing room" do "lado limpo", atravessamos a divisão do duche, vestimos roupa no "changing room" do "lado sujo" do laboratório e saímos então para o laboratório. A roupa consiste em roupa cirúrgica que é lavada e seca no próprio laboratório e socas de plástico. À saída deixa-se então esta roupa no lado sujo do lab, toma-se duche e vestimo-nos novamente no lado limpo do lab.
Os ditos "changing room" são mistos, são usados por homens e mulheres mas só entra uma pessoa de cada vez. Temos um botãozinho em que se carrega e acende uma luz vermelha no exterior trancando a porta de modo a que mesmo que alguém tente entrar com o passe de segurança (só se entra com passe de acesso) a porta não abre.
Ora acontece que os ditos "modesty switch" por vezes falham... O que faz com que alguém se depare com outra pessoa ao entrar ou sair do duche... Atendendo a que a pessoa forçosamente tem de estar sem roupa...bem...podem imaginar... Volta e meia há incidentes (eu cá sou uma rapariga cautelosa e confirmo sempre que a porta está trancada ;-)) que nos fazem a todos rir (sim, porque geralmente acaba com alguém a dizer para outro "get out of here!! go go!! now!!! aaaahhhh!!").
Altamente cómico como podem imaginar...para quem não está envolvido!! Mantém-se mais ou menos o inventário dos incidentes de quem com quem e há quem goze a dizer que faz de propósito e que demorou tanto no duche à espera de Y etc etc.
Enfim, um outro problema é que há forma de ultrapassar o tranque de portas (para casos de emergência). Felizmente não muita gente conhece o segredo (eu sou uma das que sabem ihihihih). Acontece que no outro dia estava eu muito bem no duche e tenho a sensação de ouvir a porta. Não liguei porque sabia que tinha trancado as portas, mas eis se não quando estava eu a enxugar-me e ouço a fechadura magnética a destrancar. Dou um pulo para o pé da porta, impedindo que ela se abra e digo para fora que estou lá dentro. Ainda danada por não perceber que raio tinha acontecido, tranco a porta novamente e visto-me à pressa. Ora às tantas começo a ouvir água a correr no duche!!!! Não estão bem a ver!! Alguém tinha entrado do lado sujo do lab no intervalo em que a porta destrancou... Bem, acelerei ao máximo e pisguei-me dali antes de pregar um susto a alguém!!
O que tinha acontecido? A minha colega que estava no lado limpo pensou que as portas tinham bloqueado como por vezes acontece e sem sequer pensar que podia estar mesmo alguém lá dentro tinha desactivado a tranca da porta... Quase lhe bati!!! :-S :-S
Uma vez também aconteceu que as calças de uma colega minha cairam em pleno laboratório. De mencionar que as calças são atadas na cintura e representam um problema para quem não tem ancas (homens e mulheres mais gordinhas) pois escorregam... Também interessante mencionar que não temos direito a roupa interior lá dentro........... Agora imaginem a cena: pleno surto de gripe das aves, toda a equipa a trabalhar no laboratório, a minha colega a sair da câmara de trabalho (um género de hotte) com as mãos ocupadas e as calças...pft... a escorregar... Ela manda um berro para o colega dela "Don't you dare looking or you're a dead man!!!", uma outra colega vem ajudá-la e enfim, segundo ele disse não viu nada (mas atendendo que foi ameaçado de morte... bem... não sei...)
Os episódios de quem trabalha num laboratório de alta segurança...
Pois é! É verdade, não estou louca nem baralhada! Bem, é provável que em breve fique a este ritmo, mas por enquanto ainda tudo tem um sentido claro e lógico... Acontece que este domingo fui trabalhar (nada menos que 9h que é para abrir bem a semana!!).
Como compensação tive de tratar de tudo no Sábado. Felizmente ando para o eléctrica... ;-)
"Accomplishments": - Finalmente fui aos correios buscar uma carta que alguém fez o favor de me enviar sem o valor suficiente em selos. A ideia era verificar o remetente e só pagar o excesso caso me interessasse... Acontece que...enfim...remetente...viste-lo!! Como a curiosidade feminina é implacável lá decidi pagar £1,16. Atendendo a que só tinha uma nota na carteira e a senhora dos correios não tinha trocos lá fui procurar quem me trocasse £20 em notas e moedas... Visto que duvido que quem quer que seja me fizesse boa cara ante este pedido decidi comprar um livro numa "charity shop" por £0,79. Verdade!! ~1,20€! É caso para dizer que só não lê quem não quer! Enfim, já com o meu exemplar de "A Tale of Two Cities" de Charles Dickens, lá me dirigi aos correios novamente para verificar, sem espanto mas com alguma irritação, que a dita carta não tinha qualquer interesse!!
- Mediante pedido da senhora para quem faço o "home visiting", tentei organizar a tralha de Natal acumulada neste e no passado Natal! Trabalho de alguma paciência, mas que foi recompensador ao conseguir reduzir de 3 para 1 saco a quantidade de papés de embrulho, cartões de Natal e afins!! Acho ridículo este hábito que há por cá de dar cartões de Natal a toda a gente, mesmo que só tenham o "From" e "To" além da mensagem pré-impressa no cartão. Até o cão e o gato recebem e oferecem cartões de Natal!! Não estou a gozar!! Já vi à venda!!!!!!! Muito bem, é bom mostrar que nos lembramos de toda a gente na altura do Natal, mas acho um desperdício de papel, tempo e dinheiro... Acho bem mais simpático um Feliz Natal com um amplo sorriso no rosto do que um cartão!!! E vivam os "e-cards"!!!!!!!
- Encomendei um novo par de óculos para ter no lado sujo do laboratório. Felizmente quem paga a conta é a agência!! Uuuffff :-D Como temos de deixar todas as nossas roupas no lado limpo à entrada e tomar duche à saída é conveniente levar connosco o mínimo possível... Resumidamente: nada... Não vou elaborar. :-$
- Comprei um CD de música índia. Bem, não puramente índia, meio "ocidentalizada". Já pela segunda vez vejo um grupo de índios (ou pelo menos com antepassados índios certamente ;-)) a actuar em Woking. Como a música me faz sempre parar e ficar a escutar com vontade de fechar os olhos e mergulhar na selva, no mar ou onde a imaginação me leve, decidi comprar um CD. Até agora "no regrets". Estou a ouvi-lo desde sábado... ;-)
E para completar as festividades, patinagem no gelo. Para principiante acho que uma queda e dois apoios de mãos no gelo não foi muito mau, sobretudo considerando que a maior parte do tempo já consegui andar sem me apoiar!! ;-)
Os patins é que eram extremamente desconfortéveis, resultando numa bolha num sítio inusual (de lado). Ao menos não magoa com mais nenhuns sapatos!! hehe
OK! Mais uma música perigosa para se ouvir no laboratório. Só apetece abanar a anca e dançar o que não será muito conveniente na presença de outras pessoas e das chatas da câmaras CCTV... :-P
Saudades de dançar!!
Pelo menos este fim-de-semana deu para desenferrujar um pouco. A festa de gangsters da empresa da floco de neve teve direito a pista de dança e carrinhos de choque!! ;-D Desta vez sem nódoas negras visto que andámos cada uma num, já que receámos que os ingleses fossem demasiado delicados nos choques!! hehe
Mas continuo a sentir a falta de uma boa noitada na Cenoura do Rio ou afins com alguma música latina, inigualável no que respeita a pôr-nos a mexer, com amigos a fazer-me rir toda a noite e com toda a gente a cantar e a dançar em volta!! :-D
Sexta-feira. Saio do trabalho à hora de almoço e dirijo-me à estação de comboios tão apressadamente quanto possível, tendo em conta o peso da mochila que me faz parecer corcunda e às pernas que reclamam do stress.
Após a quase meia hora de caminho atinjo o objectivo, ainda com tempo para comprar bilhete e apanhar o comboio com destino a Londres, primeira etapa da viagem até Ramsgate. Claro que, para não variar, estava alguém que não conseguia tirar o bilhete desejado na máquina e portanto demorava e demorava e demorava... Considerando que a bilheteira estava fechada (muito habitual também) e que a dita máquina é a única existente, as pessoas que esperavam impacientavam-se.
Claro, mais uma vez, que ninguém se ofereceu para ajudar. Atendendo a que não me apetecia perder o comboio e que já vai sendo um hábito ajudar ingleses a usarem as maquinas lá perguntei se precisava de ajuda à passageira que já lançava uns olhares em redor, mas sem coragem de pedir ajuda (britaniquices ;-)). A resposta foi um sorriso e um "Yes, please!!". Lá seleccionei o dito bilhete, e a fila andou. Além de ser agradável ser simpático também é bem mais prático, mas pelos vistos é um segredo que nem muitos conhecem...
Já no comboio, apercebi-me que viajavam dois brasileiros à minha frente a dizerem bem dos transportes daqui... Atendendo a que não queria decepcioná-los com um acordar para a realidade não meti conversa...
Chegada a Waterloo. Rápida paragem no Marks & Spencer para comprar sandes-almoço. Dirigi-me à estação de Waterloo East sorrindo sozinha ao lembrar-me da última vez que tinha feito aquele percurso, três tugas arrastando malas em corrida desenfreada pelos corredores tentando, à laia de gincana, não atropelar passageiros e pirralhos que se atravessavam no caminho.
Visto que desta vez não estava com falta de tempo decidi ir à casa-de-banho já que, apesar de os comboio por aqui terem lavabos, o mecanismo de trancar a porta dos mesmos permanece ainda um mistério o que constitui um alto potencial para situações embaraçosas... Esta opção revelou-se, no entanto, uma experiência bastante estranha, quase surreal, quando abro a porta e me deparo com uma casa-de-banho iluminada a luz de côr violeta e vidros verdes nas portas... Juro que não tinha tomado nenhuma substância estranha! O que é facto é que visto que o branco tem aquele efeito fluorescente com luz violeta, enfim... Achei que era digno de foto, mas também julguei que a senhora da limpeza que acabava de entrar iria achar estranho alguém sacar da máquina fotográfica na casa-de-banho. Fica para a próxima!! ;-)
Depois da chamada "trip" à casa-de-banho lá apanho o comboio. Verifico que o dito é um dos que se divide numa determinada estação, indo metade de para um destino e a outra para o outro. Lá me acomodo numa das carruagens que se dirige ao destino que pretendo. Até que o revisor chega.. Vê bilhete e diz-me que estou na metade errada do comboio que tenho de ir para a frente. Eu, intrigada, ainda argumento que nesse caso a gravação está a dar a indicação errada. Atendendo a que a resposta é categórica em relação ao facto de eu estar na zona errada, lá vou...
Vencida mas não convencida tomo novamente atenção às indicações no painel do comboio e verifico que eu estava certa. O dito revisor não perde pela demora, mal passa por mim, digo que no painel diz que aquela carruagem vai para o outro destino. Ele confirma novamente e diz "Oh! I thought your ticket said Margate! If you're going to Remasgate it's the other half. Sorry love!" Eu comento que tinha ficado baralhada e ele baixa a cabeça, aponta para a careca e diz "Sorry love, you can hit me now!" Contenho a vontade de aceitar o convite e lhe fazer um galo (mas só porque era simpático) e lá volto à outra zona do comboio onde só descanso quando finalmente dividem o comboio e indicam que aquele comboio se destina a Ramsgate. Moral da história: nunca acreditar em ingleses que nos chamam love. :-P
Resumindo: Máquinas de bilhetes são animais em vias de extinção por aqui. Pessoas presentes na bilheteira devem julgar-se extintas até prova em contrário. Idas à casa-de-banho podem revelar-se mais emocionantes do que à partida poderiam parecer. Não se pode confiar em revisores num país em que é possível que depois de nos devolverem o bilhete já picado observamos que ao invés do tradicional círculo, temos uma borboleta recortada no bilhete...
Beber uma chávena quentinha de chá ou café enquanto se aprecia o prazer de acariciar um gato é o que oferece um novo café, em Tóquio. Este ano já abriram três cafés com gatos na capital japonesa. Mimar gatos está a tornar-se uma moda. Ichigo, o gato da foto, alheio aos prazeres do café e do chá, parece gostar da ideia. Foto: Michael Carrona/Reuters
Hoje acordei ao som desta música. Adoro-a! Saí para o trabalho. Frio lá fora e a ameaçar chuva. Depois de umas horas de trabalho e de comer um almoço bem completo, incluindo uma banana, duas fatias de pizza, um pão de alho, um pacote de batatas fritas pequeno e uma bolacha de chocolate...grande...(há que aproveitar o que nos é oferecido! ;-)) voltei para casa. Já estava a chover e continua frio. Soube deliciosamente caminhar à chuva. Só me apetecia chegar a casa, mudar de calças e ténis e ir correr à chuva... Não achei muito sensato visto que estava quase de noite e enfim, não seria agradável cair para aí num buraco... hehe
Sometimes I feel like I don't have a partner Sometimes I feel like my only friend Is the city I live in, the city of angel Lonely as I am, together we cry
I drive on her streets 'cause she's my companion I walk through her hills 'cause she knows who I am She sees my good deeds and she kisses the windy I never worry, now that is a lie
I don't ever wanna feel like I did that day Take me to the place I love, take me all the way I don't ever wanna feel like I did that day Take me to the place I love, take me all the way
It's hard to believe that there's nobody out there It's hard to believe that I'm all alone At least I have her love, the city she loves me Lonely as I am, together we cry
I don't ever wanna feel like I did that day Take me to the place I love, take me all the way I don't ever wanna feel like I did that day Take me to the place I love, take me all the way
Under the bridge downtown Is where I drew some blood Under the bridge downtown I could not get enough Under the bridge downtown Forgot about my love Under the bridge downtown I gave my life away
8h da manhã. Acordo, despacho-me e vou para a paragem de autocarro praticamente do lado oposto à minha casa na esperança de que o dito apareça no horário... Surpresa agradável: apenas uns minutos de atraso!!
Peço o bilhete, nova surpresa agradável - desta vez parece que me vão cobrar o preço menor (os bilhetes de autocarro a partir desta paragem parecem ser à discrição do motorista ou do seu humor). Visto que havia algum problema de trocos o motorista disse que me dava o troco (e o bilhete! há gente com lata!!) mais tarde. Assumi que ele ía esperar que pessoas comprassem mais bilhetes. Enganei-me! Mais à frente pára o autocarro em frente de uma loja e diz "Love, do you mind getting some change, please?". Eu lá saio do autocarro para pedir trocos na loja. Volto, ouço um "Thanks, love!", acertamos contas e recebo o meu bilhete. Não é todos os dias que um autocarro fica parado à porta de uma loja à nossa espera!! hehe
Já em Woking, saio do autocarro e apanho o seguinte passsados uns 2 minutos, chego a casa da Brenda que me pergunta se me importo de lhe ir comprar uns selos. Lá vou eu, compro os selos, volto, oferece-me um creme para as mãos e cara e uma loção corporal!! Digo que não precisa de me dar nada, que são produtos caros e a resposta é que não lhe custa nada e que prefere dar-mos a mim que a outra pessoa!
Volto a Woking, e depois de algumas compras necessárias (almoço por exemplo!) apanho o autocarro de volta. Encontro uma senhora que vejo no autocarro sempre que vou a Woking! Já a conheço e parece que o recíproco tabém é verdade visto que trocámos um sorriso! :-)
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É bom sorrir por coisas pequeninas. É bom sentir-me cheia de energia e dançar sozinha de headphones na cabeça a fazer figuras tristes (ou serão alegres?!) no meu quarto. É bom ajudar. É bom ter amigos que estão lá, que nos dizem que nos adoram e a quem sabemos dizer que os adoramos. É bom viver intensamente É bom amar sem medos, rir sem vergonhas, chorar sem nos deixarmos ir abaixo, sorrir sem motivo, ser quem somos. Se não fôr assim, de que nos vale estar aqui?
Hoje mais uma vez fui fazer uma das minhas "home visits". Após ter almoçado uma salada comprada na farmácia mais próxima, percorrido o centro comercial, observado a detenção de um ladrão de artigos desportivos e ter comprado o meu novo "rail card", passaporte para algumas viagens de exploração que pretendo fazer durante os próximos 12 meses, lá me decidi a retornar a casa.
Enquanto esperava a partida do segundo comboio da jornada fui interpelada por alguém com um inglês assustadoramente incompreensível. À terceira ou quarta tentativa lá entendi que ele pretendia saber se o comboio parava nos Staines. Lá confirmámos que de facto parava e ele sentou-se do outro lado do corredor, pedindo desculpa pelo inglês. Depois de tentar perguntar-lhe por várias vezes de onde era lá consegui ser entendida e entender que falava espanhol. Disse então que era portuguesa e iniciámos uma conversa mista entre inglês (mais da minha parte, tenho de convir, parece que a minha língua foge para o inglês sempre que não entendo o que estão a dizer) espanhol e português.
Lá fiquei a saber que trabalhava numa zona de Woking, em algo que me pareceu qualquer pousada de acolhimento de Argentinos, de onde ele é. Já cá está há dois anos, mas como no trabalho fala espanhol e com os amigos também o inglês enfim... Mostrou-me o caderno em que fazia apontamentos e o dicionário electrónico (sem bateria na altura ;-)) que trazia com ele.
Perguntou-me se gostava de dançar e onde trabalhava etc. Quando finalmente percebi que era argentino sorri-me ao observar como vibrou ao falar da terra natal. Parece que nós latinos somos mesmo assim! ;-) Quando comentei que um dia gostava de ir à Argentina logo disse que me convidava! Fiquei a saber que se chamava Enrique e despedimo-nos com um "Mucha suerte!".
Bem, já tenho um convite para ir à Nova Zelândia e agora para ir à Argentina!! Isto assim vai bem!! LOL
Bem, mais uma refugiada vinda do fotolog... Isto de um fotolog sem comments não há direito!! Devíamos pelo menos ter a opção de permitir apenas os comentários de membros ou não! :-P
Daí o malas e malas...
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Tenho uma mala amestrada!!!!!!
É verdade, é possível domesticar-se malas de 20kg! Não me perguntem como, mas o facto é que consegui!!
Passo a explicar o que me levou a tirar esta conclusão.
Saio eu do avião nas calmas como habitual. Para quê correr se o tempo de espera acaba sempre por ser igual, apenas variando as proporções gastas na fila de controlo de passaportes e na zona de levantamento de bagagens? Após ser ultrapassada por alguns viajantes muito apressadinhos na fila de passaportes (só podiam ser tugas porque para Inglês "queue jumping" é inadmissível) a quem desejei que tropeçassem no tapete da saído do terminal lá cheguei à zona de reclamação de bagagem.
Tradicional ida aos lavabos para ocupar tempo (diga-se de passagem que a comparação dos ditos em Heathrow e em Lisboa deve fazer sentir vergonha a qualquer português). Enfim, coloco-me junto à passadeira indicada no ecrã de chegadas, mesmo no final da passadeira.
Passados menos de 2min (não digo 1 para não soar exagerado, mas julgo que foi mesmo) reparo que uma mala vinha em desequilíbrio. Acaba por cair mesmo ao meu lado. Ao mesmo tempo que reparo bem na mala vem um senhor que diz que pode voltar a pô-la na passadeira ao que eu respondo, algo confusamente "No, thanks. It's mine!!". O senhor afasta-se então (julgo que também meio barahado) e eu sigo caminho com a minha mala amestrada...
Quem se pode gabar de ter uma mala que salta da passadeira praticamente para os seus pés?! Só faltou mesmo vir a abanar a etiqueta!! ;-)